PERGUNTO-TE ONDE SE ACHA A MINHA VIDA


PERGUNTO-TE ONDE SE ACHA A MINHA VIDA

Pergunto-te onde se acha a minha vida.
Em que dia fui eu. Que hora existiu formada
de uma verdade minha bem possuída

Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada.

E a quem é que pergunto? Em quem penso, iludida
por esperanças hereditárias? E de cada
pergunta minha vai nascendo a sombra imensa
que envolve a posição dos olhos de quem pensa.

Já não sei mais a diferença
de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida.
Cecília Meireles

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Quando te imagino

                                            IRIS!!!!!
  
                                                                                                                                    
                                   Quando te imagino
                                                 
               
Imagino com asas
E em forma de anjo
Anjo que mesmo distante cuida...
E eu ... sinto saudades.
Eu sinto saudade tudo que poderia ter sido
e não foi.
Eu sinto saudade das palavras doces.
Do olhar carinhoso.
Dos planos loucos.
Eu sinto saudade confesso  do que
não existiu, mas ... que poderia ter existido.
E não houve.
Eu sinto saudades do teu riso solto,
dos teus cabelos  ao vento,
do teu jeito de liberdade.
Que de uma maneira inexplicável  habita em mim,
e tenho certeza de que essa liberdade plena  
 fez a sua morada em todos os que te rodeavam.
As vezes fico me perguntando por que  a saudade  dói?
E Dói forte?
É como se alguém estivesse apertando nosso coração.
E quando leio o teu processo de número 13799,
ainda me causa náuseas
mas, espero que as pessoas envolvidas 
tenham consciência de seus atos e palavras,
já entendi também que a justiça no teu caso não foi a  terrena,
mas, eu acredito na justiça Divina!!!
Eu espero que um dia essa saudade e vá embora
e fique apenas a  certeza de um reencontro...
                                                         
                                31/03/1980 – 08/10/1995





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