PERGUNTO-TE ONDE SE ACHA A MINHA VIDA


PERGUNTO-TE ONDE SE ACHA A MINHA VIDA

Pergunto-te onde se acha a minha vida.
Em que dia fui eu. Que hora existiu formada
de uma verdade minha bem possuída

Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada.

E a quem é que pergunto? Em quem penso, iludida
por esperanças hereditárias? E de cada
pergunta minha vai nascendo a sombra imensa
que envolve a posição dos olhos de quem pensa.

Já não sei mais a diferença
de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida.
Cecília Meireles

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Movimento da Alma

 Se o mito expressa o mundo e a realidade humana, então ele vai ajudar-me no sentido de decifrar-me. Os  estudos dos mitos estão ajudando-me há verificar as verdades que eles nos apresentam, não quero ficar mais na ilusão ou na superfície do que o mesmo contém. Quero ir além do signo e das aparências e trazer a tona todo o significado que encontrei na viagem mais profunda dentro da minha mente. Jung define o mito como a conscientização dos arquétipos do inconsciente coletivo, bem como as formas através das quais o inconsciente se manifesta. Já na expressão de Goethe, os mitos são as relações permanente da Vida. Então presume-se que conhecer os mitos é aprender a origem das coisas. E a primeira e a mais difícil de todas é o "conhece-te a ti mesmo". Esse conhecer-se a si mesmo é um caminho árduo, cheio de facetas, e nos faz querer ficar na superfície, é doloroso reconher o nosso lado sombrio, e de que, não somos tão bonzinhos quanto pensamos ser. Então bloqueamos a saída que permite chegar até a luz. Mas quando somos atingidos de alguma forma que nos obrigue a ficar só, para poder travar na nossa batalha pessoal é que podemos constatar que a nossa alma está em movimento para que possa nos libertar da dor mais profunda, e essa dor não precisa ser necessariamente apenas física. Nesse momento o que mais preciso é de saber como lidar com todas as minhas experiências da vida, de um modo claro, cultivando a minha mente em equilibrio, sem julgamentos e também podendo me colocar no lugar do outro no sentido de poder ver as coisas sob a sua perspectiva e das experências que traz consigo.
Ines

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