Se o mito expressa o mundo e a realidade humana, então ele vai ajudar-me no sentido de decifrar-me. Os estudos dos mitos estão ajudando-me há verificar as verdades que eles nos apresentam, não quero ficar mais na ilusão ou na superfície do que o mesmo contém. Quero ir além do signo e das aparências e trazer a tona todo o significado que encontrei na viagem mais profunda dentro da minha mente. Jung define o mito como a conscientização dos arquétipos do inconsciente coletivo, bem como as formas através das quais o inconsciente se manifesta. Já na expressão de Goethe, os mitos são as relações permanente da Vida. Então presume-se que conhecer os mitos é aprender a origem das coisas. E a primeira e a mais difícil de todas é o "conhece-te a ti mesmo". Esse conhecer-se a si mesmo é um caminho árduo, cheio de facetas, e nos faz querer ficar na superfície, é doloroso reconher o nosso lado sombrio, e de que, não somos tão bonzinhos quanto pensamos ser. Então bloqueamos a saída que permite chegar até a luz. Mas quando somos atingidos de alguma forma que nos obrigue a ficar só, para poder travar na nossa batalha pessoal é que podemos constatar que a nossa alma está em movimento para que possa nos libertar da dor mais profunda, e essa dor não precisa ser necessariamente apenas física. Nesse momento o que mais preciso é de saber como lidar com todas as minhas experiências da vida, de um modo claro, cultivando a minha mente em equilibrio, sem julgamentos e também podendo me colocar no lugar do outro no sentido de poder ver as coisas sob a sua perspectiva e das experências que traz consigo.
Ines

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