PERGUNTO-TE ONDE SE ACHA A MINHA VIDA


PERGUNTO-TE ONDE SE ACHA A MINHA VIDA

Pergunto-te onde se acha a minha vida.
Em que dia fui eu. Que hora existiu formada
de uma verdade minha bem possuída

Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada.

E a quem é que pergunto? Em quem penso, iludida
por esperanças hereditárias? E de cada
pergunta minha vai nascendo a sombra imensa
que envolve a posição dos olhos de quem pensa.

Já não sei mais a diferença
de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida.
Cecília Meireles

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Desabafo da primeira suposta Quimioterapia

Resolvi que deveria partilhar com vocês a minha primeira experiência.
Agendei consulta uma semana antes com o oncologista, para acertamos todos os detalhes,
já tinha até dia marcado 04/07/2011 e horário também 13h:30min .
Avisei família e amigos porque eles queriam estar ao meu lado.
No dia marcado, cheguei ao hospital, fui falar com as meninas que agendaram a quimioterapia, e elas me disseram que o Dr. (que não vou citar nome por questão ética e por acreditar que tudo seja uma questão também de aprendizado, meu e dele), não havia deixado nada para mim neste dia.
Eu estava acompanhada de meu namorado, que pediu folga do trabalho neste dia, de minha filha que veio de Curitiba e de minha mãe que se deslocou de Soledade para estar comigo, todos apreensivos, e eu com  misto de medo, e confesso também de surpresa, como não havia nada agendado, se nós sentamos e ele me explicou tudo como aconteceria, e que ele só não começava naquela semana meu tto porque era fim de mês e o hospital fazia balanço das quimioterapias. Já havia tomado todos os cuidados que o médico solitara inclusive cancelei compromissos naquele dia porque pensei em minha saúde primeiramente.
Eu não sai do hospital sem antes falar com o médico, ele me atendeu já passava das 16h:00, ele me comunicou que não teve tempo de olhar meus exames, enfim ele havia esquecido de mim.
Tudo o que eu falei para ele é que me sentia niglegenciada, que eu havai cancelado tudo e que minha família estava toda me acompanhando, ele começou a arrumar desculpas para o seu esquecimento. Eu só lembrei a ele de que estava tratando de uma doença, mas, que a minha vida não estava atrelada a doença e enquanto eu tiver forças, vou contimuar a fazer as minhas coisas. Quando já ia saindo ele pediu para que eu voltasse no dia seguinte e no mesmo horário, respondia a ele, que voltaria sim, mas, porém antes eu ligaria para confirmar se ele já havia conseguido olhar os meus exames.

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